O que vem depois das brigas


O que vem depois das brigas

Muitos acreditam que não há nada melhor do que resolver a briga na cama. Imaginam que certas brigas ajudam a aquecer a relação por acreditarem na frase: “quem ama tem ciúmes”.

Quem curte certo grau de agressividade na relação precisa tomar cuidado, pois esses ataques podem passar do ponto e se tornarem feridas que a relação e o sexo não poderão curar. Aliás, muito se engana que o sexo é a solução para manter a relação viva entre o par.

Será mesmo que brigas e ciúmes fazem parte da vida de um casal? Desentendimentos certamente fazem parte da relação a dois, já que é uma árdua tarefa conviver com as diferenças. No entanto, temos algumas opções para resolver os conflitos, e brigar talvez seja só uma das formas.

Lembre-se: “Não é que o outro seja irritante; eu é que me irrito.” (Lama Padma Samten).

Só brigamos por algo que esteja em desacordo. A briga mostra que os ouvidos estão tampados, a conversa fracassou e a comunicação foi interrompida. Durante a briga, uma grande quantidade de energia é produzida, fazendo, muitas vezes, a pessoa desconsiderar a razão, esquecendo a causa que originou a confusão. Dessa forma, não mede esforços para derrotar o adversário. Insano, não?

Mas afinal, por que muitas vezes sentimos alívio depois da briga?

Porque a carga energética da emoção da raiva foi expulsa de dentro da pessoa, o que gera alívio. Quando não temos o cuidado de perceber o outro, ficamos na sensação egóica  desse sentimento, mas precisamos ver os danos que as palavras “mal ditas” causaram. Além dos efeitos danosos ao parceiro, também nos ligamos a uma vibração de violência.

Brigar é muito diferente de se posicionar. Ao se posicionar, você deixa clara a sua vontade, mas não anula a do parceiro.

Com pontos de vistas divergentes o melhor é negociar. Encontrar um acordo que possa satisfazer a ambos. Em certos momentos, haverá a necessidade de renúncias, abrindo mão de recompensas imediatas.

Atente-se que renúncias desejáveis são diferentes de autolesões. Se criar um prejuízo desconfortável para si, acarretará consequências danosas para o relacionamento. Sinta em que momento é possível ceder; sua decisão precisa lhe gerar satisfação e aceitação.

O casal que não lida bem com os conflitos cria um clima de competição e provoca ciúmes no outro para se sentir importante. Será que esse é o melhor caminho para construir uma união saudável?

Se olharmos mais profundamente, o que está por detrás do ciúme? A pessoa ciumenta acredita intimamente que não é amada e, consecutivamente, pensa que não é digna do amor que recebe. Essa forma de pensar revela a baixa autoestima e o sentimento de insegurança. Para resolver esses conflitos internos, muitas vezes, reagimos com raiva e agressividade.

A dica é buscar em si a satisfação e parar de depositar no parceiro segurança e aceitação. Para uma relação ser leve, tranquila e alegre é necessário que os amantes estejam comprometidos com as suas próprias vidas e dedicados a fazer da união um laço de amor e cumplicidade.

Vale a pena fazer uma revisão dos motivos pelos quais está com seu parceiro amoroso. Uma união de corpos e almas deve ser criativa, rica e deve favorecer o crescimento de ambos.

O fundamental de estar com alguém é que o encontro seja fonte de vida e transformação.

Com amor,

Regiane