A melhor desefa é o ataque, será?


A melhor desefa é o ataque, será?

Para se proteger, o que você faz?

Ouço muitas pessoas falarem que para não serem machucadas buscam se proteger, fechando-se e colocando armaduras. Criam muralhas em torno de si, tornam-se intransponíveis.

Será mesmo que assim estaremos a salvos? Será mesmo que dessa forma evitaremos sentir dor?

De repente alguém se vai e lembramos que somos finitos e frágeis. Gastamos tanto tempo em brigas, disputas e confusão quando, sem querer, damo-nos conta de que a vida é um sopro.

Acredito que nos manter na proteção só nos afasta daquilo que mais queremos. Ao cobrir as feridas com armaduras impedimos que elas sejam curadas.

É bom mantermos uma proteção saudável, reconhecendo os perigos sem nos oferecer a situações abusivas. Devemos mapear a situação levando em conta os próprios limites e definindo bem os contornos e o espaço pessoal.

O que me refiro aqui sobre armaduras é quando evitamos sair para conhecer alguém porque achamos que podemos nos machucar; quando conversamos em uma roda de amigos já atacando para ninguém brincar conosco; quando chegamos no almoço de família com a cara fechada para ninguém perguntar sobre a vida pessoal...

Ao ficarmos em uma postura defensiva, ao invés de nos abrirmos para uma relação de troca, ficamos sozinhos no nosso mundo. E, quando nos sentimos sozinhos, muitas vezes agredimos ou exigimos algo do outro e impedimos que as verdadeiras trocas aconteçam.

Se ficarmos na defensiva, mostra que temos um profundo sentimento de dor, o qual não foi resolvido. Expulsar o outro da nossa vida não vai resolver e nem aliviar o nosso incômodo. Ao atacá-lo evitamos receber aquilo que mais queremos: o amor e reconhecimento.

Se você estiver vivendo armado, comece a se perdoar. Solte as armas porque não é isso que você sonhou para você. Tenho certeza de que você, quando era criança, não esperava ser uma pessoa agressiva que logo na primeira pisada de bola responde na ira.

Tem muito amor disponível para todos nós. Cuide de você começando a se perdoar.

As pessoas mais fortes são aquelas que vão de peito aberto para a vida, sabendo perceber o perigo e que consegue sair das arapucas sem precisar se contaminar com a raiva. Sentem lá no fundo confiança em si para resolver cada situação que se apresentar.

O caminho para se desarmar e receber a vida de peito aberto é não levar os fatos para o lado pessoal. As pessoas agem pelo repertório próprio e não para nos ofender. Mesmo que tenham a intenção de nos ofender, isso continua sendo da pessoa e não diz respeito a você.

Ao pararmos de levar para o pessoal, abrindo mãos da ideia de que somos responsáveis pela atitude do outro, saindo do centro da situação, vamos ver que as pessoas agem por elas e, dessa forma, rompemos com a ideia que somos o centro do mundo. Vamos perceber que nada pode nos atacar quando somos nós os guardiões dos nossos limites.

Quanto mais maturidade e força pessoal, menos irá se sentir atacado e desrespeitado pela a ação do outro. Assim, você se livra de muito peso e não vai mais levar confusão para casa.

 

Há muito amor para todos nós!

 

Fiz um vídeo sobre esse tema: A melhor defesa é o ataque, será?

 
 
 

Com amor, Regiane

www.regianeromero.com.br